Como te amo; que da prece fiz o pranto,Na lamúria do clamor, a voz se cala,
Recolhido no refugio do meu canto,
Em canto e pranto, a solidão me embala.
Em descompasso, ouço a voz do silêncio,
Como versos soltos que vagam pelo ar,
Sou embarcação perdida que o vento levou,
Tragada pelas águas, me afoguei por esse amor.
Tento-me salvar das águas da paixão,
Com sua força e fúria para o fundo me levou,
Hoje perdido no abismo do meu mundo,
Vivo a procura da mulher que me amou.
Sempre a amei com todo o meu fervor,
Os teus lábios de encanto e paixão,
Ao beijá-los, é o desabrochar de uma flor,
O teu sabor de mel enche meu coração.
Poeta Mineiro
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