A chuva tem a pele nuatem a pele úmida
é fria e me causa arrepios...
A chuva é nova
e renova a roupa
e o perfume da terra.
Eis que lava com leveza
com modulação de brilhos
a terra a alma a aurora
as frestas e ondulações secretas.
Seu ruído é música e veludo
chuva sempre esperada...
vai acariciando o contorno dos morros
pastoreando nuvens
alvas de vôos ignorados.
Pinceladas de gotas e miçangas
sobre a azul imensidão
com a beleza e lentidão
rega o verde da terra decepada.
A chuva dança
a lânguida planície
de seu ventre e fio
fiogota a gota
é toda ela...
lágrimas de saudade!
Rosy Moreira
http://rosysimplesmente-metamorfosesdaalma.blogspot.com/
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Continue sua viagem pelos encantos da poesia.
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