Nesta noite quentefaz frio em minha alma.
Os olhos não abrem,
não brilham com antes.
As pálpebras pesam
cerrada pelo peso
da pena do “meu eu”.
Dentro de mim
chove a raiva.
Está um frio gélido
onde rosas congelaram
na essência.
Sem perfume...
Cálida...
O vigor da mulher
chora pérolas rubras
pelo frio da paixão
que morreu sem amar...
Nevando dentro d’alma
o sopro da solidão.
Rô Lopes
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