quarta-feira, 4 de março de 2009

SOPRO DA SOLIDÃO

Nesta noite quente
faz frio em minha alma.
Os olhos não abrem,
não brilham com antes.

As pálpebras pesam
cerrada pelo peso
da pena do “meu eu”.

Dentro de mim
chove a raiva.
Está um frio gélido
onde rosas congelaram
na essência.
Sem perfume...
Cálida...

O vigor da mulher
chora pérolas rubras
pelo frio da paixão
que morreu sem amar...
Nevando dentro d’alma
o sopro da solidão.

Rô Lopes
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