Me deixastes ser novamente uma guria,Com amoras na barra do vestido,
vermelho na boca,
Me chamas sempre de moça,
me tratas como menina.
E neste sorriso tímido
das fantasias se envergonha...
Hoje a chuva molhou
meus ipês,minhas azaléias,
Fazendo-me rememorar o suor
em seus cabelos e na fronha.
Não deixando amargura,
nem permitindo-me
chamar de velha.
Contigo acho realejo,tiro a sorte
ganho flor roubada.
E me beijas a mão
de maneira erótica e respeitosa...
É capaz de namorar,
bom moço,no banco da praça.
E belinho e calminho
me trata como uma rosa.
Me sinto uma árvore
e seus misteriosos segredos,
Que vive do céu
e do subsolo ao mesmo tempo,
Traço uma lista de agradecimentos,
Que jamais se perderão no vento.
Exageradamente feliz t
e dou meu avesso.
Cleide Regina Ribeiro
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